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CONTRA-ATAQUES: REFORÇAR SEGURANÇA DIGITAL É…

Texto: Vivian Lessa

Contra-ataques

Reforçar segurança digital é o caminho obrigatório para quem investir em tecnologia

 

Especialista acredita que é possível estar conectado sem correr risco de ter dados sigilosos expostos

Investir em tecnologia é cada vez mais necessário para os empresários que desejam manter o seu negócio competitivo. Estar conectado à rede torna tudo mais ágil, prático e instantâneo. Mas essa nova realidade, que tem modificado a forma de gestão nas empresas, pode se tornar também em cenário catastrófico.

Basta uma pequena falha na segurança digital, que os hackers – os famosos bandidos digitais – invadam os sistemas e roubem dados sigilosos de clientes e fornecedores. Os prejuízos financeiros podem ser incalculáveis. Por isso, investir em segurança digital é extremamente importante para as empresas, independente do seu porte e área de atuação.

O analista em defesa cibernética, que trabalha na área de inteligência digital, Kembole Amilcar de Oliveira, explica é possível sim estar inserido no mundo digital sem correr o risco de expor informações sigilosas da empresa. O empresário precisa entender que os dados são valiosos para o chamado cibercrimes, os crimes realizados na internet.

“Defender seu patrimônio digital, nos dias de hoje, é uma necessidade ímpar. Milhões de dólares são roubados exatamente porque os gestores não dão a devida importância para o setor de Tecnologia da Informação (TI), que é onde a maioria dos dados das empresas são tramitados.”

Segundo ele, os gestores devem investir em camadas de segurança para proteger este patrimônio. Uma informação relevante e preocupante é que poucas empresas do ramo da TI, estão completamente capacitadas para oferecer serviços de segurança em acordo com normas, padrões e ISO.
Nesse mesmo cenário de inércia, estão a maioria dos empresários quanto a necessidade da segurança digital do seu negócio. Cerca de 80% das empresas não sabem das brechas e vulnerabilidades que possuem, confiando muito em serviços prontos que dão a falsa sensação de segurança. “A grande maioria dos gestores só pensam nos riscos quando o problema já ocorreu”, diz o analista.

Para se ter noção do prejuízo que o empresário conectado está sujeito, é a conversão para o Real dos Bitcoins, moeda digital que pode ser usada como meio de pagamento de uma forma completamente inovadora. “O bitcoin custa aproximadamente R$14,4 mil. Quando os hackers sequestram os dados digitais, dependendo do tamanho e importância da empresa, chegam a pedir em média 3 a 4 Bitcoins, ou seja, cerca R$43,3 mil”, explica Kembole.

Pensando nisso, o analista destaca que sai mais barato para o gestor investir em segurança da informação do que ter um prejuízo deste. “Muitas vezes sequer consegue receber os dados da empresa de volta. É uma atividade dentro da organização que deve ser contínua e monitorada, uma brecha de segurança como, por exemplo, e-mail com vírus, pode trazer estragos enormes à gestão, inclusive gerando a falência do empreendimento, caso a empresa não tenha backup dos seus recursos atualizados”.

Sobre os custos para se investir em segurança o analista explica que depende muito do que a empresa necessita. Ele ressalta que existem organizações que estão mais “maduras” nesse contexto e acabam gastando pouco. Por outro lado, existem empresas que não possuem nenhum mecanismo de segurança, consequentemente necessitando de um grande investimento. “Considerando apenas um mecanismo de defesa como firewall o preço pode variar entre R$23 mil e R$400 mil”.

Mas o analista destaca que, caso a empresa seja de pequeno porte e não tenha como investir muito em seu negócio, existem soluções Open Source – software de computador com o seu código fonte disponibilizado e licenciado com uma licença de código aberto no qual o direito autoral fornece o direito de estudar, modificar e distribuir o software de graça para qualquer um e para qualquer finalidade.

Entretanto, é preciso também ficar atento, porque poucos profissionais do ramo de TI, dominam esses sistemas livres. A maioria das empresas do setor utilizam apenas scanners de vulnerabilidades e entregam relatórios prontos aos clientes gestores, deixando muitas portas abertas das quais o scanner não consegue encontrar.

Um exemplo dessa vulnerabilidade é o SENG (engenharia social utilizada em pessoas para adquirir informações privilegiadas), portanto, o analista de segurança que for expert vai buscar todas as brechas de segurança na organização seja em sistemas ou pessoas. “Cabe ao gestor contratar uma empresa especializada para garantir os melhores resultados.” Mesmo assim, qualquer investimento irá compensar. O custo-benefício vale a pena em vista do que está em jogo.

Vale ressaltar que não há um passo-a-passo para seguir e muito menos uma receita de bolo. A proteção das informações no meio digital é uma atividade que deve ser realizada de acordo com o modelo de negócio da empresa, utilizando de recursos de inteligência e contrainteligência digital.

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