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As mudanças que a era digital impõe ao cotidiano das empresas e suas marcas

Hoje em dia a maioria das pessoas acorda com o despertador do celular e depois de silenciá-lo, entra em aplicativos como o WhatsApp ou Facebook para dar uma “checadinha” nas últimas mensagens. Em seguida, lembra de algum produto ou serviço que precisa e entra em algum “Buscador” para pesquisar preço, especificações, onde comprá-lo e, talvez, se o frete é grátis! Não é mais necessário sair de casa para adquirir algo.

Perceba que sequer levantamos da cama e nossa maior interação é com um equipamento pequeno, mas que se tornou vital – como se fosse parte de nós mesmos e, que se nos apresenta, sem maior esforço, o mundo na palma da mão.

Esta cena cotidiana é uma diminuta amostra do quanto nossos hábitos mudaram e como nossa relação com o tempo e o espaço é diferente de poucos anos atrás. Ao mesmo tempo, é uma forma de despertarmos para a importância de compreender que mudanças são estas e de que maneira as pessoas, antes clientes, hoje “personas” se relacionam com produtos, serviços e marcas.

Assim como a sociedade vem evoluindo e se transformando, o marketing tradicional também acompanhou as tendências e hoje mostra que investir em propaganda na televisão, rádio ou jornal, na expectativa de conquistar clientes, é técnica incompleta e ineficiente.

De acordo com a maior pesquisa sobre Marketing de Conteúdo do país – a Content Trends 2018 -, 86,7% dos entrevistados usam o Google para se informar. Aqui fica clara a importância de um site como porta de entrada para futuros clientes e, que o Google é um dos principais caminhos até ele, mas apenas deter essa informação ou ter um “bom” site não basta, é preciso conseguir desvendar quem é seu público e produzir conteúdo significativo para ele, fazendo de seu site um portal estimulante e sedutor.

Outros números importantes para percebermos as mudanças que devemos enfrentar, pode ser avaliada no levantamento “Digital News Report 2019”, desenvolvido pelo Reuters Institute for the Study of Journalism, um dos mais importantes estudos sobre o consumo de notícias no mundo. Publicado em junho deste ano, o relatório entrevistou 75 mil pessoas em 38 países, nos meses de janeiro e fevereiro.

Entre diversos dados interessantes, foi mostrado que no Brasil, 64% das pessoas que têm acesso à internet se informam por meio dela. A taxa atinge 87%, se somada à leitura de notícias online. Já a TV fica com 73% da preferência e o jornal impresso, que vem seguindo uma gradativa queda, respondeu apenas por 27% dos leitores.

As estatísticas confirmam uma mudança dos hábitos de consumo não só de notícias, mas também nas formas de entretenimento. Em nosso país, 55% dos entrevistados preferem acessar notícias por meio dos buscadores, das mídias sociais ou dos agregadores de notícias. Hoje o WhatsApp tornou-se a principal rede para discutir e compartilhar notícias em países como o Brasil (53%), Malásia (50%) e África do Sul (49%). Se comparado a média mundial, que mostra que apenas 16% usam esse app para se manter informado, o brasileiro verdadeiramente aderiu ao “zap”.

Todos estes dados devem ajudar empresas e suas marcas a buscarem de fato compreender as mudanças de hábitos de consumo, seja para a compra de produtos, serviços ou o consumo de informação e entretenimento – com o foco no acompanhamento das tendências que balizam a mudança do marketing tradicional para o digital.

Fruto da instantaneidade e da conectividade, com novas tecnologias e comportamentos, a abordagem mercadológica está erguida sob novos pilares: a lógica dos negócios agora é mais Inclusiva; as relações são Horizontais, seja com o cliente e a marca ou mesmo com a concorrência e, mais Social, na medida em que a decisão individual é tomada com base em opiniões compartilhadas nas redes sociais. É preciso trabalhar muito bem, porque a empresa não tem mais domínio sobre sua reputação!

A internet multiplicou opções, mas o tempo do consumidor é mais precioso, por isso ele só disponibiliza sua atenção ao que realmente é relevante, ou seja, aquilo com o que ele se identifica, que agrega valor ao seu cotidiano e gera algum tipo de benefício psicossocial ou entretenimento.

Há muitos anos o consumidor deixou de ser apenas uma representação estatística, e hoje precisa ser entendido como um complexo de história, valores e personalidade. Isso é muito importante no entendimento do processo de compra e venda, pois requer mais levantamento de informação, análise e estratégias capazes de cativar, gerar confiança e levar à compra. Atualmente, mais do que a fidelidade do consumidor busca-se que ele defenda a marca.

Apropriar-se do estágio atual do marketing (chamado de 4.0) significa compreender as transformações que a tecnologia trouxe e como se conectar com as pessoas neste novo contexto. Agora são necessárias estratégias mais completas e eficientes, não esquecendo a comunicação institucional, muito menos a integrada, mas pensar ainda mais, dentro deste novo paradigma, na criação de marcas fortes – reconhecidas e valorizadas pelas pessoas e que, tragam valor para o público, como capazes de gerar um impacto positivo em suas vidas.

Para que isso tudo ocorra é preciso investir em profissionais mais qualificados, em estratégias realmente planejadas e bem acompanhadas, consequentemente, realizando avaliações acertadas de métricas para resultados de sucesso.

De fato “adaptar-se às plataformas digitais” não é apenas ter um site, postar semanalmente algo no Facebook ou no Instagram. Há uma mudança de hábitos, de comportamentos, de formatos e da própria experiência entre o tempo e o espaço e, aqueles que não se apropriarem das novas formas de interação entre o off e o online, estarão fadados à exclusão do mercado.

 

Luciana Oliveira Pereira –  DRT/MT 2329

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