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GESTÃO POR DESEMPENHO E INTRAEMPREENDEDORISMO

Uma realidade dentro do mundo corporativo

Sem sombra de dúvida as empresas e profissionais do futuro terão que se adaptar, obrigatoriamente, as mudanças contínuas, a forte competitividade e exigência máxima pela qualidade em suas áreas de atuação. Situações que reinarão muito em breve no mercado mundial dos negócios.

Este novo cenário contemplará empresas e profissionais extremamente qualificados, e não dará espaço para o pouco profissionalismo ou o descaso profissional que se vê atualmente no mercado. Sendo assim, tanto as empresas quanto os profissionais terão que adotar uma postura totalmente diferente em suas rotinas e principalmente em suas atitudes.

A busca por mais qualificações, mais especializações e maior qualidade terá que ser encarada mais do que como uma necessidade e sim como uma questão de vida ou morte no cenário empresarial mundial. Mas infelizmente, na maioria dos casos vejo muitas dificuldades para a adaptação a estas exigências, uma vez que será encarada uma das mais difíceis missões para a grande maioria dos seres humanos… A mudança de atitude ou mudança de comportamento!

Somos comodistas por natureza, preferimos as situações mais fáceis ou rotineiras do que procuramos alguma outra tarefa que nos tire da nossa “zona de conforto”, porém, afirmo como especialista que para quem desejar ter uma vida futura de vitórias e sucesso terá que obrigatoriamente combater a famosa e bem conhecida acomodação…

Um novo modelo empresas e profissionais está surgindo lentamente e daqui a pouco tempo, e digo pouco em questão de no máximo 02 anos, só existirão empresas e profissionais altamente competentes, pois esta será a imposição do mundo moderno. Não teremos outra alternativa, aqueles que tentarem agir ao oposto a essa nova era serão fatalmente substituídos, ou por outro profissional moderno e qualificado ou pela inteligência artificial como abordei na edição passada na matéria do RH 4.0. Para isto proponho duas versões interessantes que devem ser analisadas com muito carinho pelas empresas e pelos profissionais que queiram vida longa em suas existências profissionais:

GESTÃO POR DESEMPENHO E INTRAEMPREENDEDORISMO

A seguir, vou comentar sobre essas duas modalidades, que em minha opinião são as mais efetivas e mais assertivas quando se trata de resultados satisfatórios com referência ao mercado moderno.

GESTÃO POR DESEMPENHO

O bom desempenho dos colaboradores no dia a dia de uma empresa, obviamente está diretamente relacionado a produtividade geral da mesma. Mas para muitos empresários, o processo de gestão por desempenho consiste simplesmente em avaliar a produtividade de cada funcionário e não há uma real preocupação com o desenvolvimento profissional de cada colaborador.

Mais do que um simples processo de avaliação, a gestão por desempenho envolve também o crescimento profissional dos colaboradores, de forma a otimizar os seus resultados e torná-los mais integrados com a cultura organizacional da empresa.

Sendo assim, o processo de gestão por desempenho consiste em uma relação próxima entre gestores e colaboradores, de forma a extrair o máximo de cada profissional e incentivar um contínuo desenvolvimento, além de, é claro, a posterior avaliação de resultados por parte dos cargos mais elevados.

Uma gestão de desempenho eficiente é de suma importância para potencializar ao máximo o desempenho de cada colaborador da empresa e assim evitar alta rotatividade de demissões e admissões, o chamado turnover, o que além de gerar gastos adicionais, também torna bastante difícil a criação de uma cultura organizacional forte e solidificada no ambiente de trabalho.

Existem vários objetivos para trabalhar com a Gestão por Desempenho nas empresas, dentre eles:

  • Ajustar o perfil do funcionário ao local de trabalho que ele mais se identifica;
  • Aperfeiçoamento contínuo do funcionário;
  • Indica se o funcionário tem as qualificações exigidas pelo cargo;
  • Indica o funcionário com potencial para promoções;
  • Propicia geração de aumentos salariais;
  • Diagnostica necessidades de treinamentos/qualificações;
  • Evidencia problemas de relacionamentos;
  • Demonstra evolução dos funcionários;
  • Gera motivação e satisfação no trabalho;
  • Ações baseadas em um maior equilíbrio financeiro da empresa, voltadas para geração de caixa e lucratividade;
  • Melhora no processo de atendimento aos clientes;
  • Otimização do trabalho em equipe;
  • Inovação em processos internos;
  • Treinamentos por meio de cursos de qualificação, entre outros.

Todos estes processos visam um melhor desempenho geral da empresa a partir do desenvolvimento de cada colaborador de forma individual. Além do incentivo ao crescimento profissional de cada colaborador, a gestão por desempenho também é de absoluta importância para auxiliar nos processos de tomadas de decisões, como por exemplo: quais funcionários estão aptos a receberem uma promoção de cargo na empresa ou então aumentos salariais, quais colaboradores devem ser demitidos por não se adaptarem as mudanças.
Além de resultados em termos de números e produtividade dos colaboradores no ambiente empresarial, também é necessário avaliar aspectos comportamentais e o engajamento de cada colaborador em torno do desenvolvimento e crescimento dentro da empresa.
Percebemos então a importância que a gestão por desempenho tem para os funcionários e o quanto também é valiosa para as empresas no cenário atual. Nas duas situações esse recurso possui vital significância, pois para o funcionário traz a oportunidade de receber o feedback sobre seu desempenho, possibilitando a melhoria deste, e para as empresas cria a possibilidade de desenvolver o potencial de cada funcionário, e com isso, gerar melhores resultados organizacionais.

INTRAEMPREENDEDORISMO

Esta é uma nova exigência das empresas para os profissionais e uma competência muito desejada aos contratados. Desta forma, vale a pena conhecer o conceito e se tornar ainda mais apto às exigências do mercado moderno.
Intraempreendedorismo é a capacidade de aplicar no ambiente corporativo uma abordagem empreendedora. Veja que é possível empreender não apenas com um negócio próprio, mas também sendo contratado por uma empresa. É possível desenvolver o espírito empreendedor e compreender diferentes contextos, seja profissional, pessoal ou social de clientes, equipes e outros players do negócio. É uma modalidade de empreendedorismo que consiste na prática dos funcionários possuírem a capacidade de atuar como donos do negócio.
O profissional, precisa desenvolver certas habilidades para que tenha êxito. São competências como visão do todo, comunicação, capacidade de resolução de problemas, espírito inovador, etc.

O termo é uma versão em português da expressão intrapreneur, que significa empreendedor interno, ou seja, empreendedorismo dentro dos limites de uma organização já estabelecida.

Esta prática tem se tornado cada vez mais comum dentro das empresas e instituições modernas, pois permite que os profissionais possam analisar cenários, criar ideias, inovar e buscar novas oportunidades e alternativas para que a organização tenha sempre um melhor funcionamento. Além deste benefício para o bom andamento das empresas, a prática do intraempreendedorismo também é muito positiva para os colaboradores.

Profissionais com este perfil são sempre mais valorizados pelas organizações, justamente por agregarem valor ao trabalho executado. Este modelo de colaborador é chamado de intraempreendedor. Quando o colaborador está sempre em busca de novidades para a empresa, sem medo dos riscos que possa vir a ter por gerar uma ideia e compartilhá-la com os seus superiores, procura sempre estar focado na melhoria contínua do setor para o qual trabalha ou mesmo para a organização como um todo, podemos dizer que estas também são algumas das características do intraempreendedorismo.
De modo geral, as habilidades empreendedoras são tecnicamente as mesmas no intraempreendedorismo. O que muda é o cenário, os papéis e as responsabilidades. Os objetivos estão atrelados aos propósitos da empresa e à sua política. Conheça algumas características do profissional empreendedor e do intraempreendedorismo:

  • Criatividade e ousadia: A criatividade é uma competência humana. Todas as pessoas têm e precisam desenvolvê-la. Mas o empreendedor no contexto corporativo é aquele que tem ideais e propostas muito criativas para justamente fazer diferente, buscar saídas rápidas e contribuir com propostas mais dinâmicas.
  • Inovação: O profissional empreendedor no contexto da empresa tem maior capacidade de “fazer diferente”. Diferencial competitivo é tudo o que as empresas almejam.
  • Autonomia: O intraempreendedorismo é pautado pela autonomia e capacidade do colaborador tomar decisões sozinho, de forma assertiva.
  • Visão do todo: É preciso que o intraempreendedorismo proporcione uma visão de todo o processo produtivo e de cada área, apontando problemas e possíveis soluções.
  • Capacidade de alinhar diferentes recursos: Esta é uma característica importante do empreendedor. Saber lidar com todos os recursos a favor do atingimento de resultados da empresa é um diferencial excepcional.
  • Visão do futuro: O intraempreendedor tem a capacidade de perceber como as situações podem ocorrer no futuro e tomar decisões em médio e longo prazos.
  • Comunicação assertiva: O intraempreendedorismo requer pessoas que tenham a capacidade de se comunicar em diferentes contextos e se fazer compreender.
  • Capacidade de planejamento: Planejar para o empreendedorismo (e no intraempreendedorismo) é algo fundamental. Imagine o quanto uma empresa pode lucrar e reduzir custos com esta abordagem, motivar as pessoas a vestirem a camisa do negócio, direcionar melhor as atividades e tomar melhores decisões.

Além de, Descoberta de Novas Oportunidades, Persistência e Dedicação, Autoconfiança, Proatividade, Paixão pelo que Faz e Atenção às Novas Ideias.
Assim como é possível e imprescindível desenvolver estas qualidades para poder empreender, é possível desenvolvê-las para aplicá-las sob a ótica empreendedora em um contexto corporativo, como um profissional contratado. Na sua própria vida pessoal o empreendedor deve aplicar estes conhecimentos para utilizá-los para empreender – seja como um colaborador ou como empresário.

Mas vale a pena ressaltar que: “O intraempreendedorismo só funciona na prática se a empresa é receptiva a ele e se tem na sua cultura organizacional espaço para estimular este papel”. Afinal, o profissional intraempreendedor possui criatividade acima da média, capacidade de se renovar e achar saídas desconhecidas, de tomar decisão, conhecer o mercado, de motivar e de fazer acontecer. Se ele não tiver à sua disposição os recursos, as condições e o espaço necessário para isso, a sua contratação pode ser em vão.
Outro detalhe é utilizar o intraempreendedorismo em cargos estratégicos e incentivá-lo em lideranças. Nem todo líder tem aspectos do empreendedorismo e vale a pena criar estratégias para que o intraempreendedorismo seja uma prática constante, principalmente em posições de chefia.

Finalizo a matéria reforçando que a principal ação a ser tomada é a mudança de comportamentos e atitudes, tanto no âmbito profissional, quanto empresarial, sem este compreendimento dificilmente situações melhores virão, e como comentado, o mundo corporativo moderno não perdoará a empresa e o profissional “mais ou menos”, até por que mais ou menos é sempre menos, não acham?
Então, diante das informações apresentadas, vamos em frente, não porque atrás vem gente, mas porque já tem muita gente a nossa frente…!

 

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