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OS SEIS PILARES DO LÍDER MODERNO

Parte 2 Inteligência Emocional

2º PILAR – Inteligência Emocional:

É a capacidade de administrar as suas emoções e usá-las a seu favor, além da empatia que nada mais é compreender as emoções das outras pessoas, construindo assim relações saudáveis, fazendo escolhas conscientes e com certeza adquirindo uma melhor qualidade de vida.

Quem desenvolve a Inteligência Emocional sabe pensar, sentir e agir de forma sabia e consciente, sem deixar que as emoções atrapalhem a sua vida e se acumulem de forma a reproduzir ou criar traumas e doenças psicossomáticas. A Inteligência Emocional é a competência responsável por uma grande parte do sucesso e da capacidade de liderança de um profissional.

Essa capacidade fantástica, é adquirida com o desenvolvimento de mais 5 (cinco) Pilares:

 

AUTOCONSCIÊNCIA: SIM, EU ME CONHEÇO

Mesmo quando não utilizamos a nossa percepção de forma consciente, somos extremamente observadores em tudo que está ao nosso redor, observamos as atitudes daqueles que convivem em nossa rede de relacionamento, e criamos, a partir dessa observação, nossos conceitos e julgamentos sobre as pessoas, somos julgadores por natureza. É muito fácil encontrar adjetivos para descrever e rotular as pessoas, quer seja pela ótica negativa ou positiva, Paulo é invejoso, Maria é educada, Dolores é falsa, Sérgio é gente boa. Temos o hábito de colocar as pessoas em certas definições de acordo com os comportamentos que observamos delas. Essa é a forma como a maioria das pessoas reagem ao cotidiano e que nos dá base para estabelecermos essas conexões com determinadas características.

Observe, por que não fazemos as mesmas observações à cerca de nós mesmos?  Mark Manson escreveu: “Autoconsciência é a habilidade de pensar sobre as coisas que você pensa. É a capacidade de ter sentimentos sobre seus sentimentos. Ter opiniões sobre as suas opiniões.” Traduzindo, quando estamos reagindo a algum comportamento de outra pessoa, também seremos influenciados pelo julgamento que já ora fizemos, e são raras às vezes em que analisamos nossas próprias atitudes. Dizer que alguém é maçante, por exemplo, e consequentemente fechar a cara toda que vez que essa pessoa se aproximar, responder com grosseria , ou falar mal da pessoa para outras pessoas, indica uma falha na análise da autoconsciência das nossas próprias ações. Agindo assim, não só geramos percepções ruins acerca de nós mesmos como seguimos alimentando um ciclo negativo sem a intenção de fazê-lo.

A autoconsciência é como uma crítica construtiva para nós mesmos. Quando conseguimos nos anular de certas situações e observar com mais atenção aos nossos pensamentos, passamos a ver quando somos preconceituosos, injustos, quando misturamos emoções nas decisões que deveriam ser racionais. Os pensamentos, mesmo inconscientes, são os impulsionadores das nossas ações e por isso a importância de refletir e quebrar os nossos próprios padrões buscando o nosso desenvolvimento.

Todos nós temos ferrolhos, como uma pistola, estamos sempre “engatilhados” e algumas situações do cotidiano nos fazem “atirar” automaticamente, vindo a tonas as emoções mais negativas, de raiva, de culpa, de inveja, de medo. E nessa condição, nosso comportamento pode ser extremo, exaltado, magoado, e pode machucar e até afastar outras pessoas. Colocando em prática a autoconsciência fica fácil identificar em nós mesmos quais são as atitudes e comportamentos dos outros que disparam o nosso gatilho. Sendo assim, e através da nossa inteligência emocional, conseguimos, claramente, perceber as emoções brotando para poder nos conter e não reagir sempre da mesma maneira, procurando quebrar esse ciclo negativo com relação à tantas coisas que nos cercam em nossa vida.

Importante também é perceber somos os responsáveis por acionar o gatilho das outras pessoas e se eu começar a mudar meus comportamentos podemos despertar em quem nos cerca novas emoções e sensações, consequentemente reações diferentes das normais. Se expandirmos essa lógica, veremos que toda a mudança começa realmente a partir de nós mesmos.

Muito melhor do que se angustiar tentando convencer o outro das suas convicções, é tentar dedicar sua atenção e para olhar para dentro de si. Observe, procure identificar quando aparecem os seus pensamentos mais negativos e o que dispara seus gatilhos, aproveite e mude de dentro para fora. Se você quer fazer diferente, comece sendo mais autoconsciente e menos reativo, desperte sua empatia por outras pessoas, experimente nas situações que mais lhe afligem tentar mudar a sua postura diante do ocorrido. Nós não temos o poder de mudar os outros, mas temos o poder de mudar como reagimos diante das situações tentando preservar a nossa calma, o nosso humor e a nossa paz de espírito.

 

AUTOCONTROLE: EU ME GERENCIO

Autocontrole é a habilidade de dominar nossas emoções, prestando mais atenção nas mais fortes, como a raiva ou ódio por exemplo. Mas o que acontece quando nos sentimos frequentemente sobrecarregados? Como podemos manter a nossa motivação?

Da mesma forma que outras emoções, a raiva nos ajuda a responder adequadamente, segundo a nossa cultura, ao que acontece ao nosso redor. No entanto, quando a sentimos durante um tempo mais longo, ou simplesmente a buscamos, acabamos tendo atitudes das quais nos arrependemos, afetando nossa autoestima e criando paradigmas na conquista das nossas metas. Está aí, então, a importância em raciocinar sobre ela, de nos atrevermos a questioná-la e enfrentarmos suas respostas.

A raiva que surge subitamente diante de algum fato que nos causa frustração nos impede de distinguir e pensar nas coisas com exatidão. A raiva costuma estar associada com agressões ou com intimidação dos nossos desejos e/ou de nossos direitos. Dedicando um tempo que seja suficiente para zelar do nosso ser interior, iremos notar que, muitas vezes, a raiva encobre nossas emoções reais, como a tristeza por nos sentirmos decepcionados e até mesmo o medo de sairmos muito prejudicados de alguma situação.

A palavra autocontrole costuma ser comparada com a limitação de comportamentos inconvenientes. No entanto, trabalhar essa habilidade tem mais a ver com a inclusão de novas condutas que influenciam a probabilidade e a maneira como as coisas acontecem.

A terapia aborda a nossa capacidade de observar o próprio comportamento, de modo que possamos reconhecer e compreender alguns aspectos problemáticos, assim como as características das situações que as fazem brotar. Nosso papel no processo de mudança e de aprendizado está aliado com a motivação e com as vantagens de reforçar o autocontrole.

Precisamos aceitar que esse comportamento, do qual não gostamos, faz parte de quem somos. Nos vemos como responsáveis por nossas próprias ações, sem justificá-las e sem nos culparmos, ou transferir a outra pessoa. Reconhecendo que podemos decidir, estaremos ganhando tranquilidade e não nos sentiremos mais sobrecarregados.

Para falar de autocontrole e dos novos padrões que devemos começar a usar, não devemos responder a pessoas exteriores.

 

AUTOMOTIVAÇÃO: EU ME MOTIVO

O que é automotivação? É a capacidade de motivar a si mesmo, não requer estímulos externos para se antecipar a melhoria das atividades.

Ela está diretamente relacionada ao desenvolvimento pessoal de cada um, nas mais diferentes situações e etapas da vida, de modo a assegurar os melhores resultados para cada indivíduo e às pessoas ao seu redor. Para isso, é necessário desenvolvimento pessoal.

O indivíduo deve possuir vontade de aprender, saber e compreender, estar disposto a crescer, aberto a novos eventos com disposição de ser transformado por eles.

O foco nos resultados auxilia no desenvolvimento da automotivação, prática que se torna rotineira e simples de ser exercida.

O processo deve ser iniciado com trabalhos prazerosos, focados na inovação e na modificação da rotina de processos.

A pessoa deve ter vontade de progredir e se atualizar, por isso precisa pesquisar novas informações e técnicas.

Aprofundar-se em assuntos interessantes que propiciem realização pessoal e profissional. Manter bons relacionamentos, com troca de informações e opiniões também são boas iniciativas.

A avaliação de desempenho pessoal apoia o desenvolvimento de automotivação, pois envolve incentivo e aceitação de feedbacks com o objetivo de analisar como a outra pessoa o vê, trabalhando pontos a serem melhorados. Deve ser feito sem tom de crítica.

Cabe ressaltar, também, que uma pessoa automotivada age por seus princípios e não por seus sentimentos, além de não esperar que o momento seja favorável ou que as condições sejam adequadas para começar. Ele simplesmente arregaça as mangas e começa.

Outro ponto favorável é que a resistência às adversidades é muito maior em uma pessoa automotivada e que sabe o que é automotivação.

Enquanto a pessoa motivada exteriormente pode desistir quando surge um obstáculo significativo, a automotivada enfrenta o desafio, analisa formas de superá-lo, continua agindo conforme suas limitações e segue adiante. O problema não é motivo para a pessoa parar.

Afinal, o que é automotivação?

É comum encontrar pessoas que não sabem como se automotivar por acreditar que se trata de algo impossível e imediato. Mas a automotivação é um exercício que precisa ser praticado constantemente. Aprender a se automotivar é ter a capacidade de estimular a si mesmo a alcançar seus objetivos e se manter confiante. É trazer sentido a nossa existência e, através do autoconhecimento, descobrir diariamente quem somos. Pessoas motivadas tendem a ter carreiras bem-sucedidas, são mais felizes com suas escolhas e realizadas profissionalmente.

Em todos os campos da existência humana, a automotivação é importante. No campo profissional não é diferente. A automotivação é essencial para bons profissionais, pois as suas motivações não se prendem em fatores externos como: salários e bônus. Eles são conscientes do seu trabalho em sabem o seu valor!

 

CONSCIÊNCIA DOS OUTROS: EU CONSIDERO OS OUTROS

Consciência do outro é a dimensão do “eu considero os outros”. Suas competências nos auxiliam a manter nossos relacionamentos equilibrados não apenas no trabalho – com colegas, liderados, superiores ou clientes –, mas também em outras situações da vida, como o familiar e o social.

Empatia – Compreender os outros.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Sabe colocar-se no lugar dos outros para entendê-los;
  • Percebe os sentimentos dos outros por meio da linguagem corporal deles;
  • Tem consideração pelos pontos de vista, necessidades e/ou interesses alheios.

 

Desenvolvimento de pessoas – Facilitar a ampliação das habilidades dos outros.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Identifica os pontos fracos das pessoas e dá orientação para que elas possam supri-los
  • Reconhece os pontos fortes das pessoas e enaltece-os com comentários (feedback positivo)
  • Propõe tarefas que estimulam o desenvolvimento das aptidões das pessoas

 

Orientação para o serviço – Proporcionar a satisfação das pessoas.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Identifica de que formas seu produto ou serviço atende às necessidades alheias;
  • Tem prazer em oferecer-lhes a assistência adequada;
  • Busca maneiras de aumentar a satisfação das pessoas.

 

HABILIDADES SOCIAIS: EU GERENCIO OS OUTROS

Habilidades sociais são a dimensão do “eu gerencio os outros”. Trata-se de competências essenciais para o exercício da liderança e também uma ótima estratégica para nossa projeção no ambiente de trabalho ou social.

Influência – Convencer e mobilizar os outros.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Tem consciência de como o seu estado de espírito influencia o dos outros;
  • Cria proximidade com os outros, deixando-os à vontade na presença dela;
  • Sabe chamar atenção para si;
  • Leva em conta sentimentos, interesses e resistências dos outros para argumentar com eles.

 

Comunicação – Compartilhar informações e ideias.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Sabe ouvir os outros com atenção e serenidade;
  • Compartilha informações abertamente;
  • Preocupa-se em transmitir mensagens de modo que os outros entendam;
  • Adequa a mensagem conforme o estado emocional das pessoas;
  • Lida de forma direta com questões delicadas;
  • Mantém os canais de comunicação abertos tanto para boas como más notícias.

 

Gerenciamento de conflitos – Mediar e solucionar discordâncias.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Usa delicadeza e diplomacia para lidar com pessoas difíceis e situações tensas;
  • Identifica os pontos de discordância para que se possa solucioná-los;
  • Incentiva a discussão aberta entre as partes em conflito;
  • Facilita a criação de soluções para o conflito.

 

Liderança – Inspirar e conduzir indivíduos ou grupos.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Desperta nas pessoas entusiasmo e comprometimento em trabalhar por um objetivo;
  • Assume a liderança de um grupo quando necessário, independentemente de sua posição;
  • Guia o desempenho dos outros e assume a responsabilidade pelo que eles fazem;
  • É um exemplo de conduta para as pessoas.

 

Facilitação de mudanças – Iniciar e/ou gerenciar mudanças.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Reconhece a necessidade ou oportunidade de mudanças;
  • Contesta o status quo e supera as barreiras à mudança;
  • Defende as mudanças e recruta pessoas para levar o movimento adiante;
  • Modela as mudanças esperadas nas outras pessoas.

 

Criação de vínculos – Criar e manter relacionamentos de auxílio mútuo.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Busca e aceita estabelecer relacionamentos mutuamente benéficos;
  • Cria proximidade e mantém-se em contato com outras pessoas;
  • Mantém diversas formas de contato (redes sociais, eventos presenciais);
  • Cultiva amizade com os colegas de trabalho.

 

Cooperação – Trabalhar com outras pessoas visando atingir objetivos comuns.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Colabora com os outros, compartilhando objetivos, informações e recursos;
  • Promove um clima amistoso de colaboração;
  • Mantém o equilíbrio entre o foco na tarefa e o cuidado com os relacionamentos;
  • Identifica e alimenta oportunidades de colaboração.

 

Percepção política – Entender os interesses que movem os grupos de pessoas.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Entender os fatores que influenciam as ações e opiniões dos grupos;
  • Interpreta os acontecimentos de forma imparcial e objetiva, sem a interferência – de seus julgamentos e preconceitos;
  • Identifica as pessoas que têm poder de decisão nos grupos;
  • Sabe conciliar os interesses dos grupos para o atingimento de objetivos comuns.

 

Alavancagem da diversidade – Gerar oportunidades de expansão por meio da diversidade humana.

Comportamento do Líder que possui essa competência:

  • Respeita a diversidade humana (de culturas, nacionalidades, etnias, religiões etc)
  • Convive bem com pessoas diferentes, com aceitação das diferenças;
  • Valoriza os diferentes modos de pensar e atuar das pessoas e aprende com isso
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